sexta-feira, 27 de novembro de 2009

C-c-c-ome to me.

Há duas formas de ler o título desse post. Se você saca um pouco de inglês e prestar atenção, vai perceber que ele pode ser um tanto quanto dúbio. Pois é, caro colega. TUDO nessa vida tem duplo sentido. Se pensa que não, você é inocente.

Mente poluída - Se você tem, verá.

Imagine alguns vestibulandos, alegremente almoçando em um pé sujo próximo ao colégio. Uma das alunas resolve, por gosto pessoal, adicionar restos de carne de frango - vulgo linguiça - a seu almoço. Hmm.

-- Ãnh, se amarra numa linguiça, né?

Nessa hora abre-se seu arquivo mental e você interpreta a brincadeira. Crap.
Pois é. O mundo, queridos, é cheio de pessoas pervertidas só esperando você soltar frases inocentes.


- Permaneça em silêncio. Tudo o que disser poderá ser usado contra você.

Saca de onde veio essa?


A verdade é que sexo é um dos assuntos mais interessantes que existem. E você não precisa necessariamente ter feito para falar sobre. Se não acredita, vá para uma boate bem barulhenta com um amigo. Quando estiver tocando techno bem alto, solte um "Não importa o sexo do animal, contanto que seja saudável." Olhe em volta e as atenções estarão voltadas para você.
Isso acontece porque nós temos audição seletiva. Resumindo, é o mecanismo que permite que você converse com alguém dentro de uma boate sem surtar no meio da cacofonia insana que é lá dentro. Apesar disso, nosso cérebro é pior do que uma criança e, qualquer bobeirinha nova já faz com que ele queira largar o que estava fazendo. É por isso que, mesmo estando concentrado na cocotinha que está querendo pegar na balada, você consegue ouvir o "blablablaSEXOblablabla" dito acima. Vai lá, pode testar, eu espero.

Agora que você já concorda comigo, continuemos. Se é um assunto que todo mundo gosta, nada mais justo do que usar e abusar dele. Olhe para os humoristas; os bobos da corte já faziam piadas sobre sexo. Não há erro. Exatamente por isso que seus amiguinhos babacas te zoam por você gostar de linguiça (heh). Não há forma mais segura de se entrar em um grupo do que fazendo-o rir. A não ser que você esteja lidando com falsos puritanos, chegue falando besteirinhas e seu social está feito. Tem até uma comunidade no orkut pra isso.
Claro que ninguém nasce sabendo, afinal de contas, você nasce pelado e babando. É preciso um refinamento e, sobretudo, um mentor. O Luke teve um mentor. Eu tive uma mentora. O apelido dela é Akari-chan e é graças a ela que eu gosto de.......salgados com recheio de chocolate. (A)

É este mentor que te oferece duas pílulas azuis.


Estas pílulas permitiram que você entendesse que enquanto dançava É o Tchan, estava fazendo a dança do acasalamento do orangotango senil. Elas mostraram o quanto possuir objetos cilíndricos pode acabar com seu sossego e te fazem gostar de filmes como American Pie 1, 2, 3, 4, ..., 27. Estas infelizes são a razão de você não poder usar o verbo dar com liberdade. Ah, não acredita? Então vá perguntar ao seu vizinho se ele dá muito no couro no trabalho. Vai esclarecer as coisas.

Vamos fazer um pequeno teste com vocês. Se eu dissesse que minha boca está com gosto de borracha, o que vocês pensariam?

...

...

...

Pois é, fiz prova prática na faculdade com luvas de borracha hoje. Caí na besteira de enxugar o suor com as costas da mão e fiquei com cheiro de borracha no rosto. Shame on you, taradinhos.

domingo, 22 de novembro de 2009

Depois do crepúsculo...

Quando eu estava no terceiro ano uma amiga me apresentou a série Twilight. Ainda não fora traduzida para o português e o quarto livro nem sonhava em estar nas prateleiras americanas. Foi nesse período que comecei a ler o famigerado Crepúsculo e seus irmãos bastardos.
Permitam-se definir a sensação de ler este primor literário. É algo próximo de um verme dentado chupando seu estômago a cada página, tornando-o incapaz de largar o livro pelo simples fato de querer acabar com a dor o mais rápido possível. Como é de conhecimento geral, algumas pessoas sentem prazer com o sofrimento, de modo que a série adquiriu uma quantidade exagerada de fãs masoquistas sedentas por mais um pouco daquele néctar pútrido.

Não bastasse todo o escândalo causado pela popularização do livro -- afinal de contas, nem todo mundo se interessa em ler publicações no idioma original --, eis que surgiu o filme. Crepúsculo estava para invadir as telonas e as twilight freaks finalmente arranjaram algo para cultuar além de um vampiro metrossexual fosforecente: o ator metrossexual fosforecente.
E olha que ele nem é lá essas coisas.



Por que ele está sempre com essa cara de constipado?

O filme passou, a euforia ficou. A sequência, galera. A SEQUÊNCIA. São quatro livros. Se o primeiro foi um estouro, imagina quanto dinheiro os produtores ainda não poderiam levantar com as continuações e produtos? Há!
Apostando na psicose das fãs, a pré-venda quase dois meses antes começou. Lá pro final de setembro a mesma amiga que me apresentou Twilight me ligou, estabelecendo um divisor de águas na minha vida. Antes eu era uma reles mortal. Depois eu era uma mortal com um ingresso para assistir Lua Nova. No dia 20 de novembro de 2009 eu me juntaria à horda de histéricas encalhadas para assistir seu gloss de cristal vampiro predileto sacaneando a Bella-come-mosca (só eu reparei que aquela menina não fecha a boca
?).

Ah, como sou sortuda. ♥
Ah, como me arrependi. †

Quem me conhece sabe que tenho um pequeno... probleminha com horários. Neste dia, no entanto, estava tão feliz por reencontrar minha amiga que consegui chegar dez minutos antes da sessão começar. Vi algo mais ou menos parecido com isso na porta do cinema:



Já dentro da sala do cinema agradeci fervorosamente pelo meu distúrbio com horários. Se não fosse por ele eu estaria junto com a minha amiga no momento em que o FÃ CLUBE de Crepúsculo mandou as fãs GRITAREM e entrevistou as interessadas. Minha amiga foi uma delas.

Como ainda preservo alguns neurônios funcionais, pedi para sentar ao lado da mãe da Luisa, já que ela seria a pessoa mais sã dentro daquela sala de cinema. Não deu outra, no meio do filme ela estava dormindo e me abandonou no meio das twilight freaks. Não chamarei a experiência de Inferno na Terra, mas foi bem próximo. Assim que o logo do estúdio apareceu as gurias já gritavam a plenos pulmões. Quando os dizeres "new moon" começaram a brotar na tela, meus tímpanos já sangravam. E foi assim até o final do filme. A cada personagem, carro e arbusto que aparecia na tela elas se esgoelavam mais e mais alto. Houve momentos em que não consegui ouvir diálogos do filme em meio a tanto barulho. Após uma hora eu já bocejava e olhava direto para o celular, rezando para que acabasse.

Foi só duas horas e meia depois que Edward Cullen recitou sua frase mais marcante de toda a série:

-- Marry me.

Após alguns orgasmos múltiplos de quase todo o público (eu e a mãe da Luisa estávamos quase dormindo), os créditos vieram e a sala começou a esvaziar. Tudo o que sei é que acabei sozinha para descer a escada rolante e quase perdi meu pé. Apesar de ter um segurança supostamente controlando o fluxo, ele deixou todo mundo descer e as pessoas ignóbeis, ao invés de sairem da frente, se concentravam na boca da escada para pegar a próxima. Resultado: fui comprimida entre quem já descera e quem estava atrás de mim. Se não fosse meu treinamento ninja e o cara à minha frente, certamente perderia minha linda melissa preta e meus belos dedinhos do pé manicurados.

Resumindo tudo: o filme é um cu, odeio twilight freaks e nunca, nunca mais vou ao cinema com a Luisa.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Cadê as vergonhas?

UPDATE: Eu não pretendia citar o nome da Uniban, mas como apareceu no vídeo fica aqui o recado de que eu SEI que está lá e realmente não era a intenção.

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Sempre tive uma cabeça meio idosa. Quando entrei na adolescência achava essa 'onda' de ficar um absurdo e demorei a aderir a minissaia. Tudo bem, cada um tem seu jeito. Foi isso que eu sepre pensei. Nunca condenei quem saía por aí com Deus e o mundo, voltava pra casa caindo e no dia seguinte ia pro baile de sainha sem calcinha.

Isso não é da minha conta.

Aí hoje, quando eu devia estar estudando prum puta caso clínico que terei amanhã, me deparei com uma coisinha pequena no twitter.



Muvuca, né? Pois é. Ao que parece os estudantes estão procurando uma aluna que se escondeu. Para quê, vocês me perguntam. Oras, para nada em especial. Só estão querendo puní-la por ter ido com uma roupa muito curta e, aparentemente puta demais para os níveis intelectuais elevados do local. Não poderiam ter escolhido um castigo mais adequado, quero dizer, é totalmente normal querer se juntar em bandos em uma única garota para estuprá-la. Afinal de contas, ela pediu isso ao usar aquelas roupa.

Não.

Vamos discriminar dois pontos importante: primeiro, eu sou dona do meu corpo, das minhas roupas e da minha imagem. Por mais que você odeie listras coloridas e ponpoms rosas, se eu quiser usar vários, vou usar e ponto. Contanto que não atente contra o famigerado pudor, tenho todo o direito de andar com roupas curtas, transparentes ou bregas por aí.
O segundo ponto que queria destacar é a evolução. Veja bem, passamos por milhões de anos até sairmos de uma bosta de condição unicelular, ficarmos peludos, perdermos os pêlos, aprendermos a dirigir e, finalmente, a pensar (ah, você é criacionista? Tudo bem. Também demorou pra substituir a folhinha por tecidos). Demorou bastante, sabe.

Depois de todo esse tempo crescendo, um bando de alunos UNIVERSITÁRIOS - isso mesmo, alunos de uma faculdade particular - se dá o direito de julgar uma colega porque ela é 'libertina' demais pros seus padrões? Tenho certeza que ela não é a única. Só porque teve a escolha infeliz de ir pra faculdade vestida de maneira inapropriada (e digo isso sem ter visto a roupa, portanto não vou aprofundar), merece ser punida?

Talvez. Mas não por eles. Existe uma coordenação que cuida disso. Faculdades tem normas e protocolos. Não cabe aos estudantes aplicá-los mas sim seguí-los e exigir que sejam cumpridos. Forçar uma aluna a se trancar numa sala e só sair escoltada por policiais porque os amiguinhos acham certo estuprá-la? O que é isso? Era medieval? Vamos resolver tudo com traumas para ninguém sair da linha?

Só posso dizer uma coisa para esses alunos: Muito bem, muito bem. Clap clap. É assim que o nome das universidades privadas volta pro chão, de onde elas tem se esforçado tanto pra sair.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Eles estão entre nós.

Três jovens relativamente desocupadas resolvem separar um dia para estudar. É uma tarde agradável, de clima ameno e movimento fraco, o dia perfeito para passar a tarde colecionando conhecimento.

As três se juntam em uma sala voltada para um tipo particular de estudo. Ao contrário das estantes abarrotadas de livros, há prateleiras com potes cheios de um líquido de cheiro forte banhando peças decepadas.

Os objetos de estudo sobre as bancadas permanecem imóveis. Indiferentes à sua função e manejo, eles não se importam, não sentem. Uma das peças tem as unhas pintadas de vermelho e corpo pequeno. As jovens se aproximam, munidas de luvas, jaleco e pinça, a fim de invadirar sua maior intimidade: seu corpo.

O foco nos músculos da região posterior gera comentários levianos e deveras ofensivos para a pequena que nada diz. As garotas maldizem seu corpo amassado; de tanto permanecer no leito...

- Olha o fiofó dela! Hahaha!
- Que bunda de gaveta!
- PQP, filha, precisa de um hidratante, hein!

É nesse momento que uma delas percebe a única porta do laboratório anatômico se fechando lentamente...

Um grito cortante ecoa pelos laboratórios e duas das jovens correm para conter a porta.

Está tudo bem. Era só uma corrente de ar...

~x~

True Story. Depois dessa eu nunca, mas NUNCA MAIS comento sobre a bunda dos cadáveres.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Finalmente algo que presta.

No meu tempo, quando as crianças ficavam com a cara em Nintendos 64 enquanto fazia um dia lindo lá fora, os desenhos eram melhores. Haviam loiros cantando mulheres da maneira mais tosca possível, laboratórios mirabolantes destruídos pelas irmãs maníacas por botões e vacas e frangos comendo traseiros de porco.



Eram tempos bons.

Hoje, além de sermos presenteados com remakes BIZONHOS de clássicos, temos que lidar com cartoons horríveis, pobres em traço, conteúdo e originalidade. Vide Meninas Superpoderosas Geração Z!


tenso.

Mas o post não é sobre essas aberrações. So flip the page plz.

Em meados de maio, estava eu em um raro fim de semana de descanso. Aa programação geral conseguiu se mostrar excepcionalmente ruim naquele dia, tentei - por que não - o Cartoon Network. Há algum tempo não é uma das minhas opções preferidas, porém quebra o galho no desespero.

Como de costume, havia uma maratona em exibição. Uma tal Ilha dos Desafios, da qual já vira o comercial. Parecia interessante, contudo o empenho para acompanhar toda semana brochou a curiosidade. Até porque passava na mesma hora que um dos pouco seriados que acompanho.

EOOO QERO ÇER FAMOZUU!

Total Drama Island ou Ilha dos Desafios é um desenho completamente avacalhado. A base é zoar os realities, principalmente os do estilo No Limite. Os 22 partipantes são jovens de 16 anos, enganados e levados e permanecer nesse acampamento decadentes, com um host narcisista e sádico, junto com o cozinheiro-ex-militar-ex-presidiário-ex-guerrilheiro-dançarino-bailarina. TDI apresenta todos os estereótipos desse tipo de programa: o popular, a gótica, o festeiro, delinquente, surfista, amiga de todos, nerd, gordinho, gostosa, bonitão, biatch...

"AWESOOOOOOME!!" - Owen

O negócio é tão divertido e irônico, que simplesmente viciei e corri pra baixar em inglês mesmo. São 27 episódios, um final alternativo e mais um especial de uma hora. A segunda temporada já está em exibição, mas só no Canadá (isso mesmo, é canadense :D).

E aí, já escolheu seu preferido? Advinhou quem é o vencedor? Eu não vou contar, você terão que assistir. ;)

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Sedução Sensual.


Se eu tivesse um terço do sex appeal dela, COM CERTEZA já tinha namorado.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Nosso futuro é a sua saúde.

Quem me segue pelo twitter teve a encheção de saco o prazer de acompanhar todo o meu desespero pré-prova prática nos últimos três dias. Neste momento eu estava calma.

Como escrevi lá, essa noite fui agraciada com duas horas de sono e 6:30 estava de pé, me arrumando pra faculdade com meu esfincter do tamanho de uma ervilha. Chegando lá, com previsão de prova para 8:30, a prática de histo começou 9 e pouco. Ok, tudo bem. Pra quem não dormiu, o que eram mais meia horinha, né.

Agora, para quem não curte informação, pule este parágrafo. Seguinte, cherris, existem cinco tipo de leucócitos, dois em especial dos quais falarei.
Basófilos e Eosinófilos. Ambos tem núcleos bilobulados e grânulos, porém da pra ver que são bem diferentes (ou eu sou mais imaginativa que você, tanto faz). Os slide tinha um eosinófilo, eu bati o olho, pensei nele e... por alguma razão tão lógica quanto o surgimento dos miguxos no orkut, eu escrevi basófilo. Mas, professora, os grânulos estavam ENORMES. Confundi, ok? ):

Então, fora isso fui bem no geral. O desafio foi me segurar acordada até 12h quando seria a prática de anato. A matéria era claramente braço e quase virei a madrugada decorando inserções e origens do bíceps (esse você conhece, né, danado?). E, num surto de sabedoria e atenção, escrevi ANTEBRAÇO. Por quê? Ora, porque sou um futuro gênio em ascensão.


Saindo da prova, tinhamos uma porcaria de trabalho (twitter isso, lembra? :D) pra preparar pra amanhã. Dormir é para fracos. E, pra fechar com chave de ouro, começou a chover e eu ia de táxi pra casa. É regra geral: choveu, engarrafou.

- Ahhh, gente, ta chovendo! Táxi na chuva não é legal. D:
- Por quê?
- Porque vai me custar um rim!
- Você pode virar pro taxista e dizer "Moço, o que eu posso te oferecer pra pagar isso...?"
- Hahaha, pera, pera, aí é perigoso, prefiro dar meu rim.
- PORRA! Um rim vale milhões! Dá ele pra mim que eu faço algo pro motorista!

~x~

Lembrem-se, além de gênios em ascensão, somos os futuros gerentes da sua saúde. Grata. (:
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