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sábado, 5 de março de 2011

Gente que devia morrer

Todas as pessoas são únicas. Cada um possui características que o tornam especial e o diferenciam dos outros à sua volta ou do outro lado do planeta. Grandes discussões sobre o que define a personalidade permeiam os meios social e científico; "genética", "ambiente", "cultura", são tantas as hipóteses que o ser humano parece se tornar mais complexo a cada dia que passa.

Há, entretanto, queridos, coisas que não mudam. As haters gonna hate, cachorros lamberão as parte íntimas, gatos engasgarão com bolas de pêlo (2012 não chegou ainda, ok) e pessoas seguirão tendências. Repetir o comportamentos (e erros, heh) da geração anterior parece algo incrustado em nosso DNA a fim de trollar à todos no dia do juízo final. Todavia alguns parecem impacientes e não querem esperar até ano que vem, preferindo, desde sempre, incomodar o alheio. Estes abrem mão de serem interessantes por suas peculiaridades e preferem assumir perfis pré-existentes puramente pelo desejo de piorar o inferno que é a vida numa cidade. E quando falo cidade refiro-me a engarrafamento, transporte público deficiente, hell-of-a-crowd, falta de educação e sujeira.

Aproveitando o Carnaval, no qual tudo isso aumenta exponencialmente, fiz um apanhado de tipos específicos que deveriam ser jogados no canto mais obscuro do inferno, onde suvacos fedorentos estão no seu rosto enquanto você tenta voltar pra casa de metrô.
Encabeçando essa galera não podiam deixar de estar os sacoleiros. Mas do que exatamente você está falando, Kacey? Ora, eu explico. Sacoleiro é a pessoa que nasceu grande demais para ser alocada em seu próprio corpo, tentando, de todas as formas possíveis, estender sua existência física. A maneira mais simples de fazer isso é carregar para cima e para baixo o máximo de tralha que seus braços conseguirem carregar e suas pernas conseguirem arrastar. (In)Felizmente, muitos tem essa capacidade limitada, assim, os sacoleiros recorrem a ambientes apertados, nos quais podem usar suportes extras e aumentar ainda mais seu novo corpo.

Agora vamos repassar os conceitos de apertado e suporte, segundo Aurélio.
1) a.per.ta.do - adj, masc; metrô, ônibus, trem, Renner em dia de liquidação.
2) su.por.te - subst, masc; corpo de outras pessoas

Revisado isto, sigamos. Com seus membros extensíveis alocados nas mais diversas variedades de sacolas e bolsas, este grupo transita pela cidade esbarrando nos outros, ocupando acentos extras e apertando todo mundo na busca de apoio. E AI DE VOCÊ, DANADO, se encostar um pelinho do braço em qualquer pertence do sacoleiro. Ele se sentirá ameaçado e iniciará uma discussão de altíssimo nível, da qual você terá sorte se sair só com uma sacada na cabeça.

Para nossa alegria o ser humano consegue ser bastante flexível quando quer. Conseguimos conviver com os sacoleiros ao adquirir habilidades de esquiva e contração, como gatos invadindo sua casa pelas grades da janela para comer seu peixinho dourado. Só que além de flexível, o homem também é bastante imbecil. Gostamos de inventar apetrechos que nos farão sofrer num futuro próximo. Vide o alto-falante do celular. Este possibilitou o surgimento de dois novos tipos ainda mais irritantes que os sacoleiros: os musiqueiros e os portadores de Nextel.

Odeio Nextel. A idéia é boa, mas brasileiro que é brasileiro sabe avacalhar qualquer coisa. Imagine-se no meio da aula, depois do almoço e com as luzes apagadas devido ao projetor. Você se esforçando ao máximo para não ceder ao sono e tentar absorver alguma informação, quando um "pibip" seguido de um "FALA, VIADO/BARANGA" irrompem pela sala. Eu vos pergunto, amigos: COMO PROCEDER? Eu sei que existe a função silenciosa, mas por que eles NÃO usam? D:

E o que falar de quem coloca músicas no alto-falante do celular? Para piorar, em 154% das vezes é ruim. Na verdade, a qualidade da música é inversamente proporcional ao número de horas que você deverá passar perto do musiqueiro. Also, é impossível pedir a eles que abaixem o volume, já que isso será interpretado como "Amigo, por favor, estoure meus tímpanos" e prontamente obedecido desta forma.

O caos se instala neste ambiente cheio e barulhento, já que estes dois adjetivos, quando juntos, atraem uma praga chamada profeteiro. O profeteiro é aquele que se aproveita de algomerações para pregar toda e qualquer idéia que ele defenda. Seja religiosa, seja social, ele te ataca quando você não pode se defender e martela em seu ouvido. Querendo ou não, algo vai acabar entrando no seu subconsciente e assombrará seus sonhos. Eventualmente eles pedem dinheiro também. Se você não der, sofrerá as consequências - seja lá quais elas forem.

Por fim, não podemos esquecer do micareteiro, a criatura que anda de abadá para ahazzar. Sinceramente, não consegio enxergar o propósito de se apertar junto, suar junto, pular junto, encher a cara junto e vomitar junto. Ou melhor, consigo sim: copular. Copular loucamente, como se a sobrevivência da espécie dependesse disso. Aliás, vocês que vão para o Carnaval, façam-me o favor de não voltar.

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ps: desculpem a falta de imagens ): A internet e eu estamos brigadas.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Deseducando

É um dia chuvoso e você e seu cônjuge resolvem tirar as teias de aranha da cama. Acontece que as camisinhas estão tão cheias de poeira que estão lá tão confiáveis... ahh, quem liga? Só precisam pensar nisso daqui a nove meses mesmo...

E eles passam rápido, amigo. Logo logo há um cabeçudinho chorando e berrando por basicamente qualquer coisa. Resta ao pobre casal a árdua tarefa de educá-lo e tentar fazer dele uma pessoa decente boa não tão ruim aceitável. Tudo corre bem, até o dia em que o papai precisa trabalhar até tarde e a mamãe tem uma reunião. Oh meldels, oh meldels! O que fazer? Nessa hora ambos lembram de seus progenitores e correm a eles pedindo por socorro - o que importa se não os visitam há mais de cinco meses, não é?

Lisonjeados com a confiança, os vovôs prontamente se dispõem a ajudar e acolhem o pimpolho por um dia. Isto, meus amigos, é o suficiente para causar danos irreparáveis que acompanharão sua prole por toda a vida. Já dizia o ditado "mãe educa, vó estraga". Para piorar, a exposição crônica ao lanchinho da vovó aciona mecanismos no cérebro do bebê que o induzem a se comportar mal. Pronto, está semeado o desastre.

Anos depois, lá está o filhote, solto pelas ruas da cidade, tocando o terror. Batendo em mendigos, quebrando vitrines, chutando cachorros e tudo isso POR CULPA DA VOVÓ.

Ok, ok, todos sabemos que crianças criadas pela avó não são nada dessa deliquentagem toda que descrevi acima. Brincadeiras à parte, vamos pensar no filhote solto tocando o terror, não necessariamente estragado pela vovó - o maldito já nasceu ruim mesmo. Agora pense em mim, uma pobre criatura andando pelas ruas badaladas do Rio de Janeiro, querendo humildemente comprar uma latinha de champignon.

Champignon

Pois bem, estava eu aqui andando pela casa quando recebi o desígnio de marchar até o mercado e comprar uma latinha destes simpáticos cogumelos. Excelente, lá fui eu. Observem que usei o verbo marchar e não foi de forma figurada. Caminhar pela rua é uma verdadeira batalha, lutando para avançar pelas trincheiras formadas por barraquinhas de camelôs enquanto irrompe-se pela multidão de transeuntes. Antes fosse só isso.

Lembra daquela educação que você devia dar pros seus filhos? Pois é, ela serviria para situações como essa. Considere o seguinte impasse: duas pessoas andam na rua na mesma reta, uma caminhando em direção a outra. Qual a solução lógica? Após aquela hesitação inicial e da dancinha do esquerda-direita, cada um vai prum lado e segue seu caminho. O problema é que atualmente as pessoas parecem ter desenvolvido uma atração magnética pelo chão que só permite movimentação em linha reta com curvas em ângulos retos. Em outras palavras, não saem da frente. Isso torna o ato de andar pela rua uma atividade extremamente irritante, já que é necessário um verdadeiro conjunto de acrobacias e torções corporais para evitar chegar em casa com hematomas (true story, já tive meu braço quase arrancado por uma bolsa ninja mutante).

Mas tudo bem, dá para sobreviver até o mercado. Tudo pelo champignon.

Munida de uma latinha, esta que vos escreve caminhou até a fila única para três caixas. Acontece que a disposição deles é extremamente infeliz; no mesmo corredor estreitíssimo há duas caixas, uma mais à frente, outra atrás. Para meu azar, o da frente estava ocupado por uma mulher fazendo compras de mês (fato que eu não reparei no momento). Um carrinho de compras vazio estava atrás dela, que já pagava suas compras. Sabe Deus porquê, ela empurrou o carrinho vazio para trás.

O que pensar neste momento? Naturalmente que ela estava despachando o carrinho de compras. Eu, em toda minha educação e solicitude puxei o carrinho devagar para trás. Nada como fazer sua parte como cidadão... pelo menos foi o que eu pensei até a mulher meter a mão no carrinho e puxá-lo, encarando-me com tanto ódio no coração que achei que fosse apanhar ali mesmo. Só para deixar a situação mais legal, minha vez se aproximava no caixa à frente - isso enquanto ela enchia o carrinho, antes vazio, com suas compras de mês -... só que havia um obstáculo entre eu e o caixa:


Só existe uma palavra para traduzir meu sentimento naquele instante: desespero. Foi então que a atendente proferiu minha sentença de morte:

- Próximo.

Gelei sobre meus pés e olhei para ela pedindo misericórdia. Impiedosa, ela cuspiu a palavra com um olhar cheio de tédio e impaciência:

- PRÓXIMO! :@

Era isso. Eu tinha que ir. Olhei para ela, para o carrinho, para a mulher. Juntei toda a força que tinha e falei com a voz mais meiga e educada que consegui:

- Moça, você poderia me dar licença?
- VOCÊ NÃO TÁ VENDO QUE O CARRINHO TÁ AQUI NA FRENTE NÃO DÁ NÃO NÃO DÁ PO NÃO DÁ NÃO TÁ VENDO AQUI Ó O CARRINHO MENINA NÃO DÁ NÃO VIU?

O que posso dizer? Ela foi educada e me pediu para esperar.

O importante é que, no fim das contas, comprei a latinha de champignon e voltei para casa sã e salva. E todo o ponto deste post resume-se à seguinte lição: não sejam educados. Esbarrem nas pessoas, gritem com elas, chutem mendigos e, sobretudo NÃO TENTEM AJUDAR os outros no mercado.

domingo, 30 de maio de 2010

Hipocrisia rules.

É, eu sei. Mil anos sem postar, ninguém mais lê... é isso aí.

Cá estava eu, vivendo minha vidinha mais ou menos, sendo chata e comendo muito chocolate (até que não). E brasileiro tem essa mania de ver as coisas e achar que está tudo errado. Somos todos um bando de pseudo-intelectuais com uma visão alternativa do mundo. Naturalmente estou incluída nesse bando e venho reparando em tópicos passíveis de serem malhados (aka qualquer coisa que entre em evidência).

Basta aparecer uma notícia ou vídeo relacionado a alguma sensação momentânea e milhões de respostas aparecem. Vários anônimos posicionam-se contra ou a favor e defendem sua opinião batendo no peito e urrando como gorilas. Das twilight freaks aos críticos cult, todo mundo quer dar seu pitaco. Já dizia o Cauê: falar mal de modinha virou modinha. Aliás, lembro dessa citação no ¿Que Diabos?.

Nada mais cool que descer o pau naquilo que todos gostam. Primeiro porque você supostamente se destaca da massa, é capaz de passar um pente fino na cabeleira e só levar o que quer. Acontece que uma das várias utilidades do pente fino é nada mais que catar piolhos (tirem suas conclusões daí). Segundo: modinhas se espalham como câncer; logo, existe um público imenso que invariavelmente se revoltará com seus comentários e inflará seu ego respondendo as críticas. É diversão garantida.

Não que seja ruim, cada um com sua opinião. Contudo essa corrente anti-modinha trouxe uma nova necessidade de abominá-las a todo custo. A questão não é mais ter gostos diferentes, mas crucificar Justin Bieber a todo custo. Antes que apontem seus rifles no meu fígado, digo que eu estava afogada nessa corrente até pouco. Tomando o próprio Bieber como exemplo, muitos apontam o dedo pra ele chamando-o de tosco, gay, etc e whatever. Bem, não estou aqui para discutir a sexualidade do rapaz, mas com certeza ele já chegou mais perto dos peitos da Beyonce que qualquer um de vocês aí. Não, não sou uma "Belieber", elas são todas umas fanáticas desmioladas. Mas não estou aqui para criticar fanatismo.

Acontece que não importa o que ele é. Existem muitos músicos que cada um considera ruim/bom porém ninguém persegue dessa forma, sacaneando constantemente. O problema está na moda de ser menina com cabelos Seda lisos e sedosos alisar o cabelo e jogá-lo pro lado. Virou senso comum considerar isso gay. Logo, Justin Bieber = gay. Junte com a idade e voz fetais mais a horda de pré-adolescentes sedentas por ídolos e temos um excelente tópico para meter o malho.

Só que não é bem assim. Se eu acho um absurdo ele fazer tanto sucesso? Sim, claro. Mas no que isso muda a minha vida? No que altera a sua vida? Falar mal dele não vai deixá-lo menos famoso, muito menos mudar a cabeça dessas garotinhas querendo dar (caso seu irmão curta, pode dar umas porradas nele). Postar sobre ele no seu blog/vlog muito menos. Verdade que o conceito de "bom" aqui nas terras tupiniquins é meio duvidoso, todavia é possível expressar sua insatisfação sem showzinho. Rechace com estilo, ignore.

O caso é tão exagerado que a nova onda é falar mal de quem já faz isso. O pior é que não precisam nem do conteúdo, basta pegar algum detalhe. Vejam os vídeos do Felipe Neto, há quem o critique somente pelo sotaque carioca e o topete. Meldels, quer dizer que uma pessoa é menos produtiva pelo seu modo de falar ou por alguma particularidade na aparência? Verrugas no nariz tornam um indivíduo incapaz de gerar conteúdo decente?

Vamos pensar, gente. Ao invés de sair por aí xingando o alheio, conheçam, considerem e avaliem com seu próprio julgamento. Esqueçam as massas. O que você pensa?

terça-feira, 2 de março de 2010

Minhas Verdades Universais #1 (MVU)

Odeio gente burra.

Não, sério, não gosto mesmo. Nem venham com mimimi dizendo que estou discriminando. Nada disso. Não me refiro a pessoas com dificuldade de aprendizado ou coisas do tipo. Falo de cabeçudos, intransigentes e estúpidos.

Contem quantas vezes escrevi não no parágrafo acima. Contaram? Ótimo, agora arrumem algo pra fazer.

Pois bem, estava eu aqui a assistir um jornal aleatório na TV aberta quando me deparo com uma declaração, no mínimo, imbecil. Um homem dizia que, já que os fumantes abusam do vício conhecendo o risco de câncer... por que ele não podia fazer bronzeamento artificial constantemente e correr o mesmo perigo?

Certo. Vamos entender. Faz todo o sentido do mundo se expor a coisas que podem piorar a sua qualidade de vida ou te matar... principalmente quando há uma alternativa mais saudável - apenas mais trabalhosa. Pensando assim, dá até uma vontade de ir até o zoológico aqui perto e acariciar a juba do leão. Acho até que vou me aventurar na Linha Vermelha de madrugada. Oras, quero viver a vida a mil!

Tudo bem, talvez Viver la Vida adoidado não seja para mim. Sou caseira, gosto do meu teto. Quem sabe seja por isso que não tenho paciência para retrucar. É bem gostoso entrar numa conversa com gente inteligente, de opinião e que a expressa de uma forma coerente e sabe ouvir; contudo nem todos são assim. Tem gente que simplesmente não consegue fazer isso civilizadamente. Basta uma figura dessa entrar em cena que meu gosto pela conversa vai pro saco. Argumentos não me faltam, quem não sai da cama é a disposição para discutir com cabeçudos - afinal de contas, quem sairá com galo serei eu. Então deixo que falem, que gritem, que se imponham. Na minha cabeça mando eu.

Não adianta falar com quem grita, muito menos gritar mais alto. Vão acabar os dois com a garganta inchada e ouvidos doloridos.

Via de regra: crescemos com a convivência e aprendendo com os outros. Quem não abre espaço para tal, eventualmente, ficará para trás. É, é capciosa mesmo, entenda como quiser.

Por isso que venho pedir através deste post para que os caríssimos dotados das qualidades acima mantenham uma distância agradável das minhas orelhas. Acontece que meu mp4 tem um estranho gosto por volumes altos e elas andam muito sensíveis. ):


Dumb people? Not for me.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

E o que você fez?

Ahh, o Natal! ♥
Tempo de felicidade e confraternização. Momento de união e esperança. A única época em que meu pai abre a mão.

Os capitalistas dirão que é a hora de presentear seus amigos; os comunistas gritarão que virou um feriado comercial... mas quem liga? O importante é estampar aquele sorriso no rosto das pessoas especiais e - por que não - de desconhecidos também. Mais que isso, é entrar no clima natalino: abraçar os enfeites, CD's, árvores e guirlandas. Tudo muito lindo.

Acontece que isso é um problema para mim. Não que eu não goste do Natal, ao contrário, é a melhor época do ano. As pessoas ficam felizes, tem comida boa e muita uva. O problema é que a minha mãe é simplesmente psicótica pelo Natal. Não bastasse os tiururuuu tiururuu dos Papais Noéis, ela montou seu próprio arsenal de CD's natalinos.


Hmm, qual estilo eu escolho hoje...

Lá pro fim de novembro mamãe vai até sua coletânea musical e separa cuidadosamente as músicas pro Natal. Daí em diante rola um 24/7 atéééééé o ano seguinte.
Acordo ao som de Roberto Carlos e vou dormir embalada por um "Bate o Sino" em chorinho. Todos os CD's tocam.

Até estaria bem se parasse
por aí, mas o buraco é um pouquiiiinho mais embaixo.


DOIS? WTF, DUDE DDD:

A Simone é muito gente boa, tem uma voz de respeito mas... POR DEUS, MULHER! POR QUE VOCÊ FEZ ISSO COM A MINHA VIDA?
Há mais de DEZ eu escuto esse CD por dois meses do ano, initerruptamente. Ano passado saiu um novo com uma faixa extra (agora vocês sabem porque tem dois). Ele não é de todo mal... nas três primeira vezes que você ouve. Depois se torna algo... insuportável. Já me peguei cantarolando vááárias faixas inteiras por aí.

- Seja riiiico ♪♪ ooou seeeeja pooobre ♪ o velhiiiiinhooo seeeeeeeempre veeeeem ♪♪
- ... cê tá legal, Kacey?
O nome disso, amigos, é lavagem cerebral.

Apesar dos pesares eu conseguia me manter no clima. Conseguia. Até o dia fatídico. O dia em que meu Natal desmoronou. Para encurtar a estória eu tenho um pequeno presépio. Coisa simples, uma gracinha. Tinha a Sagrada Família, dois pastores com suas ovelhinhas na mão e os Reis Magos. Sempre colocava ele na prateleira, perto da minha árvore e lá permaneciam até o dia de Reis. Show.

Acontece que no ano retrasado, quando fui arrumá-lo, percebi que faltava um deles. Não era um qualquer, quem estava faltando era José. José. Digitarei de novo para que vocês me entendam:

JOSÉ.

Amigos, digam-me: como fazer um presépio sem José? Podemos passar sem pastores e até Reis Magos; a Sagrada Família dá conta do recado. Agora... sem José?


Sagrada Família COM José.

Naturalmente me desesperei e logo recorri à responsável pelas decorações natalinas.

- MÃE! MÃE D:
- O que?
- Meu José! Meu José, mãe!
- Que tem ele?
- Ele sumiu! Onde está
?
- Não sei. Deve ter quebrado.
(...)
- E como eu vou fazer um presério sem José
?!?!?!?
- Ah, bota um pastor no lugar.

Ok, então José segurava uma FUCKING OVELHA no nascimento de Jesus. Na verdade, ele ignorou o parto porque estava EMBALANDO a MALDITA OVELHA. Não, mãe, eu NÃO POSSO por um pastor no lugar do José.

Vocês podem estar pensando "Mas, Kacey, ninguém sentiria falta do pastor..." Tem razão. Mas e se o Baltazar sumisse, hein? Vocês colocariam ele no lugar do José? Acho que ficaria, no mínimo, diferente.
De qualquer maneira, mesmo que eu quisesse substituir alguém, foi ficando cada vez mais difícil, já que minha mãe e a faxineira aqui de casa fizeram o favor de quebrar um Rei Mago e outro pastor. Siiiiim.

Agora Maria não tem esposo, Jesus tem um presente à menos e o pobre pastor vai voltar pra casa sozinho. Muito bem, mãe, muito bem.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Cadê as vergonhas?

UPDATE: Eu não pretendia citar o nome da Uniban, mas como apareceu no vídeo fica aqui o recado de que eu SEI que está lá e realmente não era a intenção.

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Sempre tive uma cabeça meio idosa. Quando entrei na adolescência achava essa 'onda' de ficar um absurdo e demorei a aderir a minissaia. Tudo bem, cada um tem seu jeito. Foi isso que eu sepre pensei. Nunca condenei quem saía por aí com Deus e o mundo, voltava pra casa caindo e no dia seguinte ia pro baile de sainha sem calcinha.

Isso não é da minha conta.

Aí hoje, quando eu devia estar estudando prum puta caso clínico que terei amanhã, me deparei com uma coisinha pequena no twitter.



Muvuca, né? Pois é. Ao que parece os estudantes estão procurando uma aluna que se escondeu. Para quê, vocês me perguntam. Oras, para nada em especial. Só estão querendo puní-la por ter ido com uma roupa muito curta e, aparentemente puta demais para os níveis intelectuais elevados do local. Não poderiam ter escolhido um castigo mais adequado, quero dizer, é totalmente normal querer se juntar em bandos em uma única garota para estuprá-la. Afinal de contas, ela pediu isso ao usar aquelas roupa.

Não.

Vamos discriminar dois pontos importante: primeiro, eu sou dona do meu corpo, das minhas roupas e da minha imagem. Por mais que você odeie listras coloridas e ponpoms rosas, se eu quiser usar vários, vou usar e ponto. Contanto que não atente contra o famigerado pudor, tenho todo o direito de andar com roupas curtas, transparentes ou bregas por aí.
O segundo ponto que queria destacar é a evolução. Veja bem, passamos por milhões de anos até sairmos de uma bosta de condição unicelular, ficarmos peludos, perdermos os pêlos, aprendermos a dirigir e, finalmente, a pensar (ah, você é criacionista? Tudo bem. Também demorou pra substituir a folhinha por tecidos). Demorou bastante, sabe.

Depois de todo esse tempo crescendo, um bando de alunos UNIVERSITÁRIOS - isso mesmo, alunos de uma faculdade particular - se dá o direito de julgar uma colega porque ela é 'libertina' demais pros seus padrões? Tenho certeza que ela não é a única. Só porque teve a escolha infeliz de ir pra faculdade vestida de maneira inapropriada (e digo isso sem ter visto a roupa, portanto não vou aprofundar), merece ser punida?

Talvez. Mas não por eles. Existe uma coordenação que cuida disso. Faculdades tem normas e protocolos. Não cabe aos estudantes aplicá-los mas sim seguí-los e exigir que sejam cumpridos. Forçar uma aluna a se trancar numa sala e só sair escoltada por policiais porque os amiguinhos acham certo estuprá-la? O que é isso? Era medieval? Vamos resolver tudo com traumas para ninguém sair da linha?

Só posso dizer uma coisa para esses alunos: Muito bem, muito bem. Clap clap. É assim que o nome das universidades privadas volta pro chão, de onde elas tem se esforçado tanto pra sair.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Medicina e suas implicações.

Imagine seu filhinho, aquele ursinho pimpão que, até ontem, fazia xixi na cama, contando que passou no vestibular para medicina! Aii, que orgulho! Agora ele está a meio caminho do jaleco branco com nome bordado no bolso. E que fique claro que eu disse meio caminho.

Acontece, queridinhos, que a faculdade de medicina é paulera. O foco aqui é aprender a lidar com a vida dos outros. Acho que isso requer um pouco de reflexão. Não é um mar de rosas, nem playground de zumbis (graças a Deus). Tem que correr atrás da matéria que os professores vão indicar, caçar artigos, descobrir congressos e, se der sorte, encontrar uns pistolões por aí.

No básico, fora a residência, são 6 aninhos. Ou seja, muito tempo pra aprender alguma coisa. Matérias gigantescas, com direitos a trinta páginas de matéria por aula dada e matéria cumulativa (pra vida inteira, rapá). Não basta aprender que seu mindinho mexe, precisa saber como, por quê e quem faz ele mexer. Tem que estudar, vagabundos não tem vez. Ou tem, sei lá, tem tanta burrada por aí hoje, né? Enfim.

E isso tudo, é só a parte FÁCIL. É preciso tempo e esforço pra conseguir ao menos ser chamado de doutor. Que dirá agir como um. No seu primeiro período, quando 'cê ainda tá tentando pegar o ritmo daquela professora psicopata e copiar alguma coisa eles aparecem.
Não, não falo de cadáveres, seu bobinho. Falo de vocês.

Vejam bem, quando um engenheiro entra na faculdade, ninguém pede pra ele projetar uma casa. Porque... seria burrice. Se um músico acaba de ingressar na universidade, ele não será membro interino da Orquestra Sinfônica. Eles tem um nome à zelar, afinal.

Agora imagine um estudante de medicina. Nós queremos apenas, um dia, abrir alguém com aquela faquinha bonitinha - popularmente conhecida como bisturi -, somos uns inúteis. Não sabemos porque os asmáticos não podem encher balão ou quem veio primeiro, ovo ou galinha. Contudo...

TODO MUNDO PENSA O CONTRÁRIO.

Você está no elevador. E sente que o vizinho que sobe com você quer dizer alguma coisa. Pode sentir pelo olhar dele. Ao lançar aquele sorriso encorajador, logo descobre o que era: "Tô com uma dorzinha no ombro..."
Estudantes de medicina não são médicos. Estamos nos preparando para isso. Portanto, eu não posso diagnosticar sua dorzinha no ombro. Eu não sei nem APALPAR ombros.

Parece que, pro mundo, 'estudar medicina' é sinônimo de 'oi, me formei ontem, vamos testar meus conhecimentos rs'. O pior de tudo é a cara de incapaz que te sobra, já que, em 89% dos casos, não há a mínima idéia do que possa ser. E respondemos com o mais sincero pesar:

- Hmm. Não sei, desculpe. (As desculpas são um opcional dos educados)

Isso dói, galera. Além de se sentir burro, fica-se com pena da pessoa, que esperava que VOCÊ fosse capaz de resolver o problema dela. O que não faz sentido. Lembra do que falei sobre engenheiros ali em cima? Pois é.

Tenho um amigo que me considera médica. Vive me contando sobre dores musculares e dormências. Faço o que posso, já que... não sei muita coisa. Ainda - que fique claro. Na fase em que estou, 2º período pra ser exata, é onde as coisas mais elementares começam a se encaixar e conseguimos entender PORQUÊ espetar dói e carinho é bom. Não como é o mecanismo de dor/satisfação. Capiche?

Meu próprio pai vive me fazendo perguntas relativas à área. As quais eu respondo prontamente com um "Pai, comecei agora. Não sei isso ainda." E saio bufando.

Deu pra sacar que é tenso, né?
Mas, não se desesperem, pequenos, estudar medicina é muito bom. Pra quem gosta é o oásis. Só precisamos saber conciliar a quantidade absurda de informações novas com todos que já te consideram formado. Mas, putaquepariu, como são chatos. D:

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ps¹: esse post não ficou nem metade do que eu planejava. :(
ps²: paciência, queridos. daqui a 6 anos dá pra te dizer o motivo daquela dorzinha. ;)

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Top 5 Motivos pra não se namorar

Estava eu a vagar pela internet, quando encontro este post do Almeida (que recomendo fortemente aos rapazinhos de plantão). Já que ele expôs de maneira tão sagaz as razões para se evitar um namoro, pensei que nós, mulheres, também temos os nossos motivos. Afinal de contas, eles aguentam a TPM, nós aturamos o futebol.

5. Não há descanso.
Alguns homens podem não saber, mas a beleza dói e custa caro. Pernas lisinhas, sobrancelhas perfeitas, peles brilhantes e unhas imaculadas. Muitas de nós sofrem pra conseguir isso.
Quando você é solteira, pode se permitir um dia de relaxamento ou até vários. Mas se você tem um namorado que pode aparecer a qualquer momento na sua casa...


... não pode se dar ao luxo de recebê-lo assim.

Então, ao menor sinal de desalinho ou unha descascada, lá vai você se arrumar. Enquanto o maldito só toma um banho, joga um perfuminho gostoso e corre pro abraço.

Hmm... Por que fazemos isso tudo mesmo...?

4. Impressões.
Todo mundo sabe que mulher é um puta bicho rancoroso. E somos mesmo. Pise no meu calo hoje que chutarei sua canela amanhã. Homens, no entanto, podem resolver tudo com uns socos e uma boa cerveja pra encerrar. Contudo, queridos, eles fazem algo muito pior do que guardar rancor. Eles formam impressões.

Veja bem, imagine que aos 14 anos você foi uma mocinha... digamos... libertina. Hoje, com 16, resolveu que quer algo sério. Show.
Agora, lembra-se dos carinhas com quem você se divertiu? Pois é. Eles tinham amigos, que tinham amigos, que tinham outros conhecidos. E todos eles ouviram de você. Como era charmosinha e simpática e... fácil. Mesmo que você não seja. E não, por mais que você tenha mudado, eles não vão acreditar. Praqueles garotos, você ainda é a menina que só quer divertir. E é isso que eles querem com você.

Resumindo, além de se manter bonita, você também precisa ter um histórico legal. Volte pro tempo em que mamãe dizia 'Não faz isso que você é uma mocinha!'. De repente tudo faz sentido, né? (:

3. BMF > all.
Sabe aquela gíria de patty 'Best Female Friend'? Pois é. Enquanto eram só vocês dois, naquele comecinho gostoso de namoro, era tudo às mil maravilhas. Acontece que seu namorado tem amigos também, e alguns deles podem não gostar de você.

Imagina se, por coincidência, seu aniversário de namoro caia... não sei, no dia do sagrado futebol do mês? Aquele sacana que já não vai com a sua cara vai passar a semana anterior inteira enchendo o ouvido do seu namorado sobre como você é sufocante e que não respeita o espaço dele.

Fora que tudo pode ser usado contra você. Gosta de chocolate? É gorda. Usa meia xadrez? Emo. Curte Winning Eleven? Mulher macho.
Você nunca será boa demais pros amigos dele. E ele costuma ouvir o que eles dizem. Geralmente mais do que à você.

2. TPM? Isso NON ecxiste.
A frase mais cretina que já foi dita nesse planeta foi 'O milagre do nascimento.' O bebêzinho e todo o clima que gerá-lo traz realmente devem ser coisas maravilhosas. Só que infelizmente ninguém engravida todo mês. Por isso o útero, pobrezinho, fica sem ter o que fazer por anos. Para recompensá-lo, alguém teve a genial idéia de criar o ciclo menstrual, que é um bônus para nosso amiguinho ocioso.

Só esqueceram de avisar que isso viria com cólicas, dores de cabeça insuportáveis e, pior, um antes. Uns dias antes dele se esfacelar, nós, mulheres, passamos por isso:

Mesmo que seu namorado seja um ginecologista com tese de pós-doutorado em Tensão Pré-Menstrual, quando você começar a arrancar os cabelos gritando "PORRA, CADÊ MEU ATROVERAN?! CÊ NÃO COMPROU MEU DORFLEX, SEU INÚTIL?!", ele não vai ser tão compreensivo assim.

Além do mais, existe a famosa rotina. Ela, queridos, traz à tona a TPM dos homens. Quando ela bate, você não se preocupa mais em esconder que ta coçando o saco/bunda ou em conter aquele arroto. Como já disse aqui, intimidade é uma merda.

1. Psicose mata.
Na era da internet, quando você começa a namorar, corre pro orkut e muda aquele 'single' prum 'commited', cheio de orgulho. Como nada nessa vida vem de graça, logo pipocam vários scraps no profile do seu namorado. Coisas do tipo:

~ tah namoranu? ahh, mas vc sabi q eh meO, nehh? rsrs

É aí que cai a ficha de que seu namorado tem amigas. Muitas. E, de repente, ele nunca esteve tão disputado. Todas as piriguetes da galáxias resolvem achá-lo o Ó-do-borogodó, passando a deixar recadinho linduxos no scrapbook dele. A Carlinha do inglês, a Roberta do judô e até a Claudia da sala dele. Todas brotam só pra te deixar com a pulga atrás da orelha.

E lá vai você, todo santo dia, conferir o orkut dele e marcar território. Seja com 48341784071389709 de depoimentos sobre como ele é seu whatever-inho ou lotando a página de scraps com recados inúteis e fragmentados.
Logo isso se torna um hábito e sabe-se de cor quem costuma mandar recados ou não. E ai dele se não te passar a senha do profile, aí tem.

Orkut SEMPRE acaba em DR. E todo mundo odeia DR's. A diferença é que homens não discutem relação, só fingem ou, na melhor das hipóteses, arrumam treta pra fugir do assunto. E assim a merda se espalha até que não tenha mais espaço. ):


Agora eu lhe pergunto: POR QUE passar por tudo isso quando você pode comer um chocolate?

~

pp: Não, não virei casaca. Ainda é TOP 7. Só quis manter o modelo do post original. (:
pp²: E aí, Almeida, aprovou? :D

sábado, 16 de maio de 2009

Casinha no céu

[UPDATE]
Tsc tsc, um zero bem redondo em Biologia pra tooooodos vocês, leitores. 


Menos é claro pra Maria Carol e pro MamotromicO, esses são cabras espertos.

Shame on me. Shame on me.

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Estava eu a fazer nada por aí quando vi um ponto meio disforme no chão. Como sou razoavelmente cega me abaixei para ver melhor e descobri um grupo de formigas massacrando uma pobre migalha de pão. 
Diversos pensamentos psicopatas passaram como um flash pela minha cabeça: tacar detergente, burrifar Raid, derramar uma generosa quantidade de água...
E foi quando eu vi. Ali, bem do ladinho da geladeira... uma TRILHA das ditas cujas!

Vejam bem, uma coisa é entrar na minha humilde moradia, comer o resto da minha simples comida e se aglomerar para carregá-lo. Outra completamente diferente é invadir o espaço da MINHA geladeira.
Nesse instante meus instintos animais esquecidos foram despertados. Era guerra! Flexionei a perna, com todo o ódio contido puxando os músculos e descarreguei pisadas assassinas em toda a linha e no aglomerado. Não satisfeita, borrifei Raid por todo o chão, a fim de aniquilar qualquer remanescente daquele exército invasor!

Acreditei que depois desse episódio estaria tudo bem e minha ração salva. Contudo, dias depois, enquanto tomava um banho, feliz da vida, quando percebi um movimento sorrateiro sobre minha cabeça. Olhei na direção dele e... uma aranha. Eu não tenho medo de aranhas, claro. Só que... aquelas... patas. Pense comigo: nós, reles humanos, temos 2 pés e 2 mãos. Elas, as aranhas tem dez. DEZ. Se VOCÊ tivesse oito patas à mais, imagina quantas mil coisas poderia fazer. 
Coçar as costas enquanto muda o canal da televisão e come uma macarronada passando roupa e digitando sua monografia. Tudo isso enquando alimenta seu filho, joga a bola para o cachorro e se depila/faz a barba. 
Some uma pequena quantidade de VENENO à isso e sinta o pavor pelo qual passei naquele momento. Costumo não fazer escândalo *cofcof* e, por esta razão, estiquei o braço para a toalha, lentamente. Aproximei-me da porta e a destranquei. Com um agradável fundo musical dos meus gritinhos histéricos.

- O que foi?!?!!? - Surgem meus pais preocupados.
- AH! AH! AH! - Continuei minha corrida até a cozinha.
- Filha, tá tudo bem?!

Agarrei a lata de Raid e voltei correndo com a mesma melodia.
- AHH! AHH! DDD: *borrifa, borrifa*
- O QUE FOI?!?!
- TINHA UMA ARANHA... ENORME! ALI! DDD:
- ...

Ok, então meus pais não ligam pro enxame de insetos matadores invadindo nossa casa.
Mas deveriam! Porque, dois dias depois, havia OUTRA!
Bem ali, no mesmo lugar. E quando saí do boxe para repetir o processo de antes, haviam três bem ali no chão. Cada uma em um canto do banheiro. Elas estavam me encurralando!
Pediam uma solução drástica. Eu precisava de um aliado que pudesse lutar contra aquelas pestes que se multiplicavem como coelhos. E elas não eram fofinhas e nem tinham ORELHAS.

De-de-ti-za-ção. Hah. Problema resolvido.

Not. Recentemente, enquanto me banhava, reparei que haviam pontinhos móveis na parede, perto das torneiras. Haviam umas 4 formiguinhas ali... Com as pequenas cabecinhas de formiga levantadas, como se estivessem, não sei, rezando D:
E mesmo que eu afogasse as fulaninhas, apareciam mais duas ou três olhando pra cima de novo.
Depois de tacar sabonete esfoliante elas foram embora. Mas... os corpinhos reapareceram. Mesmo depois de ter lavado o banheiro...
O que me leva a crer...

QUE ELAS ESTÃO SE VINGANDO.

Além de invadir e tomar posse, estão fazendo um ritual satânico no meu boxe!
E agora? 

...

Alguém aí conhece uma dedetizadora com plano de exorcismo? Porque, se depender dessas artrópodes malditas, eu vou pro inferno de tantas delas que já matei.

Matei...
MEUDEUS.

Eu. Sou. Um. Monstro.
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