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domingo, 24 de janeiro de 2010

O Despertar da Galera (atualizado)

Se existe uma coisa que não consigo entender é a necessidade das pessoas surtarem nas férias. Depois de passar o ano todo na labuta nada mais justo do que um momento pra relaxar. É pra isso que as férias servem: descansar. Não ficar correndo por aí o tempo inteiro todos os dias. Por Deus, eu quero minha casa, adoro ela. Gosto de ficar nela olhando pro teto e, por que não, pro chão. Se durante o ano sou forçada a ler livros e artigos e textos e sites, por que não posso ficar ociosa por alguns momentos?

Mas, não. Amigos serelepes Forças obscuras insistem em me tirar da paz vários dias seguidos. É nessas horas que meus progenitores entram em cena descontrolados me mandando ficar em casa. Ok, nenhum sacrifício na verdade. Acontece que ficar muitos dias no quartinho também pode ser tedioso. Eis que surge minha querida Senpai com uma proposta irrecusável:


Mas vejam só vocês. A Senpai havia me convidado para assistir este musical e eu não pude. Nesse meio tempo ela viu a apresentação quatro vezes. Parecia ser boa. Além do mais, um musical com músicas de títulos "Nessa Merda de Vida" e "Se Fodeu' não pode ser ruim. Considerem também que foi censurado e demorou anos até ser exibido na íntegra. Safadinhos, não?

Lá fui eu até a Lagoa encontrar com minha veterana. o/ Fazia um bom tempo que não nos víamos, logo torço freneticamente para que o elevador do prédio dela não tenha câmera e o porteiro não tenha visto nosso momentos feliz de abraço-mimimi-quanto tempo-mimimi-saudade. Puxa, temos que manter nossa imagem de mauzonas, sabe?

Como mimimis não são interessantes pra vocês, pulo para a peça. Nunca mencionei aqui, mas odeio encontrar conhecidos quando saio. Nada demais, só me sinto desconfortável. E, na mais improvável das coincidências, dei de cara com uma garota que estudou comigo no segundo ano. Ela, por sinal, também era amiga da minha senpai e estava sentada a duas cadeiras de distância da gente. Awwwwwkward.

Agora, vamos falar de algumas regras básicas do teatro:

1. Você não chega atrasado.
2. Você não chega atrasado.
3. Você
não chega atrasado.
4. Você não chega atrasado.
5. Você não fala durante a peça.
6. O intervalo não serve para comprar bala nem para ir ao banheiro. Faça isso antes.
7. Se você sofre de bexiga sanfona não vá ao teatro ou leve um penico.
8. Se você é esfomeado leve comida na bolsa ou compre antes do espetáculo começar.

Esclarecido isto, reafirmo a admirável educação dos meus conterrâneos cariocas. Assim que soou o sinal para que procurássemos nossos lugares e fizéssemos silêncio, um número considerável de pessoas entrou tranquilamente... e falando. Quando as luzes se apagaram, os retardatários ficaram NO MEIO das escadas, bem na frente do palco e resolveram sentar ali pois não achavam seus lugares. Além de risos histéricos, vários bafafas acompanharam a fala dos atores. Nem preciso dizer que depois do intervalo foi o mesmo problema.

Ok, nem ligo, porque consegui ver tudo e ignorar o resto o/ Inclusive, esqueci até da Senpai do meu lado xD. Infelizmente tive que levantar no intervalo porque no meio do musical notei que perdera meu casaco. Caso interesse a alguém, recuperei-o u_u.

O primeiro ato havia parado em um momento deveras... tenso. Óbvio que voltei ansiosíssima para o segundo ato. O clima de romance e descontração foi substituído por uma série de acusações, dor e morte. Não pisquei até a última música, onde os atores carinhosamente mandaram que nos fudéssemos ♥ ♥ ♥. Sério, não sabia se ria ou aplaudia. Saí de lá com as mãos dormentes de tanto aplaudir.

Até íamos dar uma de paparazis e esperá-los sair... mas eles demoraram a sair e resolvemos pegar um táxi. Conversa vai, conversa vem, o taxista virou para a Senpai e disse:

- Posso dizer uma coisa? Mas você tem que prometer que não ficará chateada.

Nessa hora pensei um milhão de coisas, mas como o papo estava focado em problemas de relacionamento, chutei que ele fosse falar sobre a personalidade dela, sobre problemas de adolescentes ou que fosse apenas um louco intrometido. Errei feio.

- Diga.
- Você disse a palavra tipo 76 vezes - ele olhou pra mim antes de continuar - e você 19.

Fiquei sem ação. Juro. Nunca pensei que um completo estranho fosse gastar preciosos minutos de sua vida pacata para contar os vícios de linguagem alheia.

Kacey: Moço, você é bem observador, rs.
Taxista: Não, eu sou é trabalhador.
(Ele continuou falando sobre os nossos tipos)
Kacey: Mas isso é um vício de linguagem.
Taxista: Não... é modinha. Todo mundo tá falando isso agora e vocês são umas ridículas seguidoras de moda.

Ok, a parte sublinhada é mentira xDDD. Mas, sinceramente, ficou implícito. Whatever.

Chegando na casa da Akari, ela fez macarrão com molho de queijo ♥. E ficou delicioso e eu amo ela muitozão *-*~~
Ela também me exigiu um post e cá está ele (eu faria mesmo que você não pedisse porque eu te amo ♥ ♥ ♥). Ho ho >)

Beijos pra vocês ;*

~ x ~

ps¹: Se, por um acaso, o senhor taxista encontrar esse post, gostaria de dizer que o senhor é um tosco. ABS.
ps²: NÃO ACEITEM propaganda do namorado da Julia! Ele me cobra por isso e ela é cúmplice!!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Eles e Eu

Sempre gostei de ler. Verdade que isso é muito culpa da minha mãe, sempre empurrando diversos livros em cima de mim. Mas mesmo assim muitos não tomam gosto.

Quando estava no primário eu era uma das últimas a ser liberada para o recreio por falar muito. No entanto, nos raros dias de leitura em sala, sempre descia antes do "mudinho" da turma. Meu silêncio era total, concentrado. A sala de aula sumia, meus colegas silenciavam e eu... esquecia. Esquecia de casa, dos desenhos, dos brinquedos, dos amigos, da vida.

Quando pego em um livro e folheio suas páginas, é como se estivesse abraçando um velho conhecido. Ele me confia suas intimidades e eu escuto -- um momento só nosso. Aquelas páginas viram a minha vida, os personagens os amigos e os capítulos nossas aventuras. Um lugar mais feliz, violento, misterioso ou mágico; cada um deles é um pedaço especial de mim, são meus pequenos mundos. Talvez seja por isso que sempre tive ciúme dos meus Livros.

Talvez seja por isso que eu não devesse estar postando isso, mas Chris Harte e Emily Gold simplesmente mexeram comigo de uma forma que não consigo explicar. Já chorei por várias histórias tristes. Filmes, animes, tragédias alheias, puxe para o lado emocional e minhas lágrimas já estão rolando. No entanto, pouquíssimos livros "aguaram" meus olhos. Não sei explicar porquê, simplesmente não chorei.

Com O Pacto foi diferente.

"Era uma vez um rapaz e uma garota que cresceram juntos. Eles se gostavam como dois irmãos. Viveram juntos sempre e, quando cresceram, viraram namorados. Os dois ficaram tão interligados que não conseguiam mais distinguir as necessidades de cada um."

Ao contrário do que muitos pensam, personagens tem vidas próprias. Não são criações dos autores, são personalidades que escolhem alguém que possa expressá-las aos outros. Autores brilhantes não são criadores fenomenais; são ouvintes perfeitos. E Jodi Picoult trouxe a tragédia dos Harte e Gold tão bem desenhada, que ficou difícil distinguir o que eles queriam de sua realidade.

Várias vezes fechei o livro para refletir sobre cada um. O que pensavam, o que sentiam. Deixei de considerar o que eu queria que acontecesse com eles e acreditei no que diziam. Sofri com a dor de Emily, mas não pude deixar de notar seu egoísmo. Bem como a força sufocante do amor de Chris, tão verdadeiro que doía.

"Então, por um motivo que talvez jamais saibamos qual foi, ela começou a sofrer. Sofreu tanto que passou a não querer mais viver. E procurou a única pessoa na qual confiava. (...) Chris Harte tentou ajudar. Tentou impedi-la, mas, ao mesmo tempo, aquele sofrimento era como se fosse dele. No final, não podia impedi-la. Fracassou."

Cada vez que penso nisso vejo de uma forma diferente. A única maneira de poupar Chris era causando-lhe tanto sofrimento que ele seria incapaz de imaginar a verdade. No fim, ela apareceu. Emily fracassou.

Chris queria proteger Emily, mas não podia fazê-lo. Não daquilo que mais a aterrorizava e o que ele próprio agravava sem saber. Era impotente sem saber e, por isso, pode salvá-la como ela queria. No fim, ela fugiu. Chris conseguiu.

Houve um momento em que o que eles queriam tornou-se algo diferente. Quando ambos quiseram a mesma coisa novamente houve a separação. Mas não creio que vá durar muito tempo. Dizem que quando companheiros de longa data se separam, um não dura muito sem o outro. Acredito que ela logo irá buscá-lo, mesmo que isso aconteça apenas nos sonhos da Sra Picoult.

"Mas [Emily] concluiu que o que ela queria e o que ele queria estava totalmente ligado; e ele queria muito."

domingo, 22 de novembro de 2009

Depois do crepúsculo...

Quando eu estava no terceiro ano uma amiga me apresentou a série Twilight. Ainda não fora traduzida para o português e o quarto livro nem sonhava em estar nas prateleiras americanas. Foi nesse período que comecei a ler o famigerado Crepúsculo e seus irmãos bastardos.
Permitam-se definir a sensação de ler este primor literário. É algo próximo de um verme dentado chupando seu estômago a cada página, tornando-o incapaz de largar o livro pelo simples fato de querer acabar com a dor o mais rápido possível. Como é de conhecimento geral, algumas pessoas sentem prazer com o sofrimento, de modo que a série adquiriu uma quantidade exagerada de fãs masoquistas sedentas por mais um pouco daquele néctar pútrido.

Não bastasse todo o escândalo causado pela popularização do livro -- afinal de contas, nem todo mundo se interessa em ler publicações no idioma original --, eis que surgiu o filme. Crepúsculo estava para invadir as telonas e as twilight freaks finalmente arranjaram algo para cultuar além de um vampiro metrossexual fosforecente: o ator metrossexual fosforecente.
E olha que ele nem é lá essas coisas.



Por que ele está sempre com essa cara de constipado?

O filme passou, a euforia ficou. A sequência, galera. A SEQUÊNCIA. São quatro livros. Se o primeiro foi um estouro, imagina quanto dinheiro os produtores ainda não poderiam levantar com as continuações e produtos? Há!
Apostando na psicose das fãs, a pré-venda quase dois meses antes começou. Lá pro final de setembro a mesma amiga que me apresentou Twilight me ligou, estabelecendo um divisor de águas na minha vida. Antes eu era uma reles mortal. Depois eu era uma mortal com um ingresso para assistir Lua Nova. No dia 20 de novembro de 2009 eu me juntaria à horda de histéricas encalhadas para assistir seu gloss de cristal vampiro predileto sacaneando a Bella-come-mosca (só eu reparei que aquela menina não fecha a boca
?).

Ah, como sou sortuda. ♥
Ah, como me arrependi. †

Quem me conhece sabe que tenho um pequeno... probleminha com horários. Neste dia, no entanto, estava tão feliz por reencontrar minha amiga que consegui chegar dez minutos antes da sessão começar. Vi algo mais ou menos parecido com isso na porta do cinema:



Já dentro da sala do cinema agradeci fervorosamente pelo meu distúrbio com horários. Se não fosse por ele eu estaria junto com a minha amiga no momento em que o FÃ CLUBE de Crepúsculo mandou as fãs GRITAREM e entrevistou as interessadas. Minha amiga foi uma delas.

Como ainda preservo alguns neurônios funcionais, pedi para sentar ao lado da mãe da Luisa, já que ela seria a pessoa mais sã dentro daquela sala de cinema. Não deu outra, no meio do filme ela estava dormindo e me abandonou no meio das twilight freaks. Não chamarei a experiência de Inferno na Terra, mas foi bem próximo. Assim que o logo do estúdio apareceu as gurias já gritavam a plenos pulmões. Quando os dizeres "new moon" começaram a brotar na tela, meus tímpanos já sangravam. E foi assim até o final do filme. A cada personagem, carro e arbusto que aparecia na tela elas se esgoelavam mais e mais alto. Houve momentos em que não consegui ouvir diálogos do filme em meio a tanto barulho. Após uma hora eu já bocejava e olhava direto para o celular, rezando para que acabasse.

Foi só duas horas e meia depois que Edward Cullen recitou sua frase mais marcante de toda a série:

-- Marry me.

Após alguns orgasmos múltiplos de quase todo o público (eu e a mãe da Luisa estávamos quase dormindo), os créditos vieram e a sala começou a esvaziar. Tudo o que sei é que acabei sozinha para descer a escada rolante e quase perdi meu pé. Apesar de ter um segurança supostamente controlando o fluxo, ele deixou todo mundo descer e as pessoas ignóbeis, ao invés de sairem da frente, se concentravam na boca da escada para pegar a próxima. Resultado: fui comprimida entre quem já descera e quem estava atrás de mim. Se não fosse meu treinamento ninja e o cara à minha frente, certamente perderia minha linda melissa preta e meus belos dedinhos do pé manicurados.

Resumindo tudo: o filme é um cu, odeio twilight freaks e nunca, nunca mais vou ao cinema com a Luisa.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Finalmente algo que presta.

No meu tempo, quando as crianças ficavam com a cara em Nintendos 64 enquanto fazia um dia lindo lá fora, os desenhos eram melhores. Haviam loiros cantando mulheres da maneira mais tosca possível, laboratórios mirabolantes destruídos pelas irmãs maníacas por botões e vacas e frangos comendo traseiros de porco.



Eram tempos bons.

Hoje, além de sermos presenteados com remakes BIZONHOS de clássicos, temos que lidar com cartoons horríveis, pobres em traço, conteúdo e originalidade. Vide Meninas Superpoderosas Geração Z!


tenso.

Mas o post não é sobre essas aberrações. So flip the page plz.

Em meados de maio, estava eu em um raro fim de semana de descanso. Aa programação geral conseguiu se mostrar excepcionalmente ruim naquele dia, tentei - por que não - o Cartoon Network. Há algum tempo não é uma das minhas opções preferidas, porém quebra o galho no desespero.

Como de costume, havia uma maratona em exibição. Uma tal Ilha dos Desafios, da qual já vira o comercial. Parecia interessante, contudo o empenho para acompanhar toda semana brochou a curiosidade. Até porque passava na mesma hora que um dos pouco seriados que acompanho.

EOOO QERO ÇER FAMOZUU!

Total Drama Island ou Ilha dos Desafios é um desenho completamente avacalhado. A base é zoar os realities, principalmente os do estilo No Limite. Os 22 partipantes são jovens de 16 anos, enganados e levados e permanecer nesse acampamento decadentes, com um host narcisista e sádico, junto com o cozinheiro-ex-militar-ex-presidiário-ex-guerrilheiro-dançarino-bailarina. TDI apresenta todos os estereótipos desse tipo de programa: o popular, a gótica, o festeiro, delinquente, surfista, amiga de todos, nerd, gordinho, gostosa, bonitão, biatch...

"AWESOOOOOOME!!" - Owen

O negócio é tão divertido e irônico, que simplesmente viciei e corri pra baixar em inglês mesmo. São 27 episódios, um final alternativo e mais um especial de uma hora. A segunda temporada já está em exibição, mas só no Canadá (isso mesmo, é canadense :D).

E aí, já escolheu seu preferido? Advinhou quem é o vencedor? Eu não vou contar, você terão que assistir. ;)

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Que é que tem minha mãe?

Feriado <3 
Ê delícia de país esse nosso.

Falando de coisas inúteis, umas amigas e eu tinhamos marcado um cinema hoje.
Nós marcamos às 4h no shopping e veríamos X-man às 6:10. Só faltou lembrar de um pequeno detalhe: somos MUITO enrolados.
No fim das contas, cheguei lá umas sete horas e compramos o ingresso para a sessão das 20:30 de Divã. 
Detalhes, quem liga pra eles?


[atenção: SPOILERS leves à vista]

Acabou valendo muito a pena. É de praxe subestimar filmes nacionais e correr para o mais novo lançamento Spielberguiano, mas esse surpreendeu MESMO. 
A história é sobre uma mulher, Mercedes, que resolve procurar um analista a fim de encontrar respostas para sua vida. Ela tem um bom casamento, dois filhos e uma vida normal. Talvez esse seja o problema. 
Ao longo do filme, acompanhamos suas confissões e dramas, desde amantes até separações e morte. O interessante é que, nas cenas de terapia, o analista nunca aparece. Ele é uma silhueta de costas. Mercedes aparece de frente para a câmera, falando com ela, como se nós fôssemos o interlocutor.

As mudanças de humor da personagem só não são mais cômicas que suas mudanças de cabelo.
"Repica, René, Repica!"
Ou habilidades culinárias...
"Oba, adoro rosbife!"
"É frango..."
"Ih, fodeu."

Ótimo filme e elenco, engraçadíssimo e emocionante. Recomendo à todos. 
Avante, galerinha do mal, prestigiem o cinema nacional porque ele mereceu!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Hemorragia Cerebral

Fazer resenha é modinha e não pude resistir à tentação ;D
ATENÇÃO: Esse post conterá MUITOS spoilers. Se você não gosta ou não viu o filme, aconselho que não leia. Depois não diga que eu não avisei.
Já que eu fui gentilmente convidada pra uma sessão pipoca de TRÊS filmes (olha como sou importante, néin ;D), tive que pesar entre ficar em casa no pc vendo séries no pc ou ir pra casa da minha amiga ver filmes. Como, a partir da semana que vem, minha vida social será resumida a ir até a padaria e voltar, aceitei o convite de bom grado.

E eis que chego lá e me deparo com um menino até bonitinho na tela. Em um filme não tão bonitinho assim...

Sangue, carinha de psycho...IRADO, neah?

FUNNY GAMES ou VIOLÊNCIA GRATUITA começa com uma linda família feliz indo passar suas férias mágicas em uma casa na praia enorme, com portões(friso isso porque será importante depois). O marido sorridente e o filho chorão vão pescar (claro, porque com barcos, trilhas e tudo o mais, todos preferem pescar...). A mãe-modelo-de-seriado vai pra cozinha cortar carne.

Vale ressaltar que o filme NÃO tem trilha sonora. Portanto você não se assusta quando o moleque com cara de zumbi aparece atrás da mãe com uma expressão de quem viu a Dercy Gonçalves sem maquiagem dizendo "Tem alguém aqui..." com uma faca na mão.

Esse simpático loirinho nada quer senão 4 ovos para que sua anfitriã possa cozinhar. Ann, como boa vizinha, oferece os ovos - que o moleque faz questão de quebrar quando estava para sair de casa. Além de sujar o tapete da mulher, ele ainda pede MAIS ovos. Dizendo que como boa vizinha ela tinha que dar de novo (os ovos, ok?). Mas como dizer não pra um simpático rapaz com luvas brancas? Logo ela dá a porcaria dos ovos. E ele agradece gentilmente derrubando o celular dela na pia antes de ir embora. Jeitosinho, hein?
Quando Ann pensa que se livrou do esquisitóide houve um barulho na porta e, ao conferir, não há mais o rapazote, mas sim DOIS loirinhos. O primeiro (Peter) está assustado por causa do cachorro e o segundo (Tom) reclama que ele tem medo e devia ter vindo pegar os ovos e.... pedem mais. Ele quebrou. DE NOVO. E pediu mais. Gente, ovo é barato, toma tenência, homi.

Daí chega o marido com o filho e tu pensa "belê, ele vai por os dois pra fora". Só que o cara DÁ OS OVOS PRA ELES (os de galinha, seu taradinho...). 
Conversa vai, conversa vem, Tom começa a dar esporro como se fosse um absurdo eles não darem os ovos, porque eles já iriam comprar mais de qualquer jeito e blá blá blá... No fim das contas ele leva um belo tapa do marido e se estressa. Agride o homem com o taco de golfe que estava encostado na parede e ferra a perna dele toda. 
Nesse momento o espectador entra em crise e diz "ela VAI pegar o telefone e ligar pra polícia..."
MAS ELA NÃO TEM TELEFONE! E o celular do marido está no carro. HELLOOOOOW, era digital te diz alguma coisa, querido? QUEM deixa o celular no carro quando a casa NÃO tem telefone?

Só que em VIOLÊNCIA GRATUITA eles nem ligam pra isso. Por que, pensemos juntos, se eles fizessem, era só um dos loirinhos cortar o cabo. E não queríamos desperdiçar orçamento com uma cena simples dessas. NÃO, porque o filme é CHEIO de cenas inúteis. Veja bem:
Eles começam a torturá-los psicologica e fisicamente, além de forçá-los a aceitar a seguinte aposta: "Vocês apostam que estarão vivos nas próximas doze horas. Nós apostamos que estarão mortos". Sabe-se lá porque, o menino consegue fugir porque fica escuro DO NADA - não é falta de luz, só fica escuro mesmo - e tenta pular o portão (lembra dele?)... MAS ELE NÃO CONSEGUE. E corre pra casa escura da Sra Thompson. Onde, por sinal, ele a encontra morta (duuh...). Aí chega! Ele acha uma arma! YES! Agora o fucking moleque vai matar o Tom... mas a arma não tem bala... hahaha, original, não? 

Cá estamos, back to the house. Tortura vai, tortura vem... o moleque é morto (ohh) com um tiro. Aliás, a cena é magnífica. Tom está na cozinha comendo, enquanto Peter (chamado carinhosamente de Gorducho) aponta a arma es faz unidunitê para escolher quem matará primeiro. Pimba, tchau criança. Quando o quarto aparece na tela, há uma mancha enorme de sangue na parede PRÓXIMA AO TETO E NA TV. COMO ASSIM O TETO? O MOLEQUE TÁ ESTIRADO NO CHÃO! ELE VOOU? Por que o sangue não escorreu?!?!

Já agoniados, eu e meus amigos só reclamávamos, no entanto... tem que ver o fim do filme, né, gente? D: 
Por isso vimos o capítulo seguinte. O capítulo inteiro. O capítulo no qual, a mulher rasteja e tenta se desamarrar. O CAPÍTULO INTEIRO. Ela simplesmente caga pra criança morta e tenta fugir com o marido que (pobrezinho) está quase inválido de tanto que judiaram dele... Ann foge, mas os loirinhos do mal a trazem de volta. 

O filme não pode piorar né? HAHAHA, claro que... PODE! E FICA!
Em um segundo de distração de Tom, Ann pega a arma e atira no Peter... ele voa pela parede em um mar de sangue. EEE, acabou!!
Não.
Tom se desespera, mas não pelo que pensamos... ele procura o controle remoto.
Ok, ok, ele quer desligar a TV pra ficar de luto? Vai matar a mulher com o controle? Vai quebrar a janela? Coçar as costas...?
Não.
Ele aperta o botão e voltar e... A CENA VOLTA. Vemos a cena voltando como se estivessemos apertando o botão << no nosso controle. Ele VOLTA a cena. E impede que Tom seja morto. Ainda estou chocada com isso. Sério.

                                                                                   Olha, é o Professor Xavier <3

Meu cérebro já estava tão avariado que não registrei os eventos seguintes com perfeição. Porém posso dizer que o marido morre. E Ann é levada para um barco que veleja na direção da casa de sua amiga. Enquanto Peter tagarela, Tom pergunta as horas. São 8:40 DA MANHÃ. Sim, passou um dia inteiro. E o prazo da aposta esgotaria as nove. O loirinho se aproxima da nossa guerreira protagonista, que até tirou a roupa pelo seu pequeno filho, se arrastou pela casa, correu pela estrada, matou um homem, carregou o marido (tudo inutilmente, mas demos um crédito a ela)... recebe um beijinho na bochecha... um "Tchau, linda"... e é empurrada para morrer no mar.

Fim de papo.
A duplinha desce na casa da vizinha e... pede ovos.
HEHE, sagazes, eles, né não?

No fim das contas, esse foi o único filme que a gente viu.
Opinião final? Leia o título, ele é bastante auto-explicativo. 
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